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biomimética

Hoje cedo, ao fazer minha corrida pelas ruas de Belo Horizonte, observei o bairro todo florido, é o dom de transformar da primavera. Talvez por coincidência, hoje, dia 04 de outubro é comemorado “O DIA MUNDIAL DA NATUREZA”, e com isso me trouxe essa reflexão, sobre o impacto das ações humanas no meio ambiente e meio à cabeça o tema da BIOMIMÉTICA: tecnologia inspirada na natureza. Assim como o movimento das nadadeiras das baleias já inspirou inovações na geração de energia eólica, a circulação do ar dentro de cupinzeiros inspirou a construção de edifícios mais sustentáveis, a biomimética reforça a otimização de recursos e alinha-se aos princípios da economia circular, diferentemente do modelo econômico linear, baseado em extração, transformação e descarte.

A morte de pássaros ao colidir com os vidros de edifícios fez a empresa alemã Arnold Glass buscar uma solução nas teias de aranha. Possuidoras de uma fibra que reflete a luz ultravioleta (UV), as teias tornam-se visíveis para os pássaros, fazendo com que eles desviem sem colidir.

A gigante mundial NATURA encontrou nas teias de aranhas inspiração para tecnologia de tratamento capilar, após identificar que a proteína presente nas teias tem formato similar à do fio de cabelo, a empresa reproduziu a tecnologia em laboratório para a regeneração dos fios.

Assim seguimos aprendendo com a natureza, com a sabedoria dos organismos vivos, podendo transformar uma economia predatória em sustentável. Quem sobreviverá, a natureza, os predadores ou a harmonia circular?

Laura Landau, mestre em biomimética pela Universidade de Arizona e pelo Biomimicry Institute, além de pesquisadora em inovação e tecnologias do projeto Amazônia 4.0, considera a biomimética uma nova maneira de olhar para o mundo, em que as relações ecológicas e a sabedoria dos organismos vivos podem guiar o ser humano para melhores formas de habitar o planeta.

fonte: Mongabay

por Fábio Della - out 2021

o futuro em 5 anos

Em muitas empresas, a origem de muitos problemas está na forma como ela conduz suas estratégias e planeja seu portfólio, principalmente em momentos onde tudo está bem; é como diz o velho ditado “não se mexe em time que está ganhando”, mas é exatamente essa cultura que limita a visão de novos horizontes, novas conquistas, novos mercados e novos bons resultados.

Por que pensar em novos produtos se minha empresa está consolidada, saudável, com uma boa base de clientes, com bom resultado? A gestão de portfólio vai determinar a posição e o perfil da sua empresa daqui a 5 anos. 32% das vendas das empresas de hoje, são frutos dos novos produtos introduzidos há 5 anos atrás (Griffin, Abbie. Journal of Product Innovation Management 14:429-458 1997).

Uma empresa bem estruturada, que persegue a sustentabilidade, segue a inovação como estratégia, tende a ter inúmeros projetos de ideação, cria ambientes colaborativos, faz testes de novos produtos, investe em Hubs, segue com projetos de pesquisas, ou seja, cria a cultura da reinvenção para o curto, médio e longo prazo. 

Mas como saber quais os melhores projetos e se as escolhas estão no caminho certo? 

A resposta é a SEGMENTAÇÃO DO ORÇAMENTO e BALANCEAMENTO DO PORTFÓLIO. Isso quer dizer que a mentalidade de uma empresa AMBIDESTRA, pode conduzir uma empresa para um futuro que ninguém, nem ela mesma, sabia que existia.

A princípio o modelo de “Ambidestria Estrutural”, separando o setor de inovação das demais equipes ou setores operacionais, parece ser o ideal, porém na prática, empresas menores não possuem recursos para tal, optando pelos modelos de “Ambidestria Cíclica” modelo rotativo entre as atividades operacional e de inovação  ou “Ambidestria Simultânea” modelo híbrido onde todos os profissionais atuam simultaneamente nas atividades operacionais e de inovação .

O conflito não existe somente entre a inovação radical e a inovação incremental. No cenário atual, alcançar a melhor ambidestria organizacional possível significa saber como direcionar os esforços de sua empresa e preservar seus projetos de curto e longo prazo. São diferentes lógicas que, quando colocadas lado a lado, exigem diferentes recursos e requisitos para que gerem o resultado esperado.

Analisando agora a questão da inovação incremental, onde alguns chamam de inovação de sustentação, nós podemos citar o exemplo da Microsoft. Se antes ela desenvolvia softwares para computadores, hoje ela tem diversos outros produtos como o Outlook (antigo Hotmail), Microsoft Teams, One Drive, Pacote Office, Internet Explorer, Xbox, Smartphones Lumia (antigo Nokia), entre outros; e ao longo dos anos ela foi aprimorando seus produtos, lançando outras versões do Windows e aumentado seu portfólio para alcançar um maior market share e valor de mercado. 

Além disso, em 2014 o CEO Satya Nadella, disruptou o modelo de organização da Microsoft, partindo de uma empresa fechada para a inovação aberta. Nadella implementou um ecossistema de inovação para atender seus consumidores e facilitou a entrada da comunidade de programadores para trabalhar com seus apps. Suas ferramentas hoje conversam e se integram com plataformas de outras empresas, não são mais ‘’Microsoft only’’..

Isso mostra que, tanto as inovações disruptivas quanto as incrementais podem levar as empresas para outros patamares. A diferença está na capacidade inovadora da sua equipe, seja na ambidestria ESTRUTURAL, CÍCLICA ou SIMULTÂNEA. Um sistema que privilegia a ambidestria organizacional é aquele em que a gestão de inovação valoriza seus recursos. 

Uma prática excelente é estimular o intra-empreendedorismo, como forma de fazer com que recursos considerados escassos na gestão estratégica inovem. Colaboradores ganham autonomia na empresa para inovar e otimizar as bases do negócio, transformando-se em recursos ainda mais valiosos para a empresa.

Segmentação por Buckets

Assim como no exemplo anterior, a literatura divide um portfólio de projetos de inovação basicamente em três níveis, que formam o que chamamos “strategic bucket framework”:

Core: são projetos que giram em torno do produto atual e no mercado que a empresa já atua, visando apenas otimizações e melhorias.

Adjacente: são projetos que buscam oportunidades em áreas adjacentes ao negócio atual da empresa.

Transformador: são projetos que tratam inovações mais radicais, que colocam a empresa em novos mercados com produtos e tecnologias mais disruptivas.

Esta divisão evita que o esforço de inovação da organização se disperse. Ao invés de alocar esforço em projetos conflitantes, ela define prioridades ao estabelecer que será tocado apenas um número específico de projetos por bucket, conforme a capacidade de investimento da organização. O time terá que fazer escolhas e trade offs a cada bucket.

O fundamental é rever e atualizar o planejamento a cada ciclo anual. Provavelmente uma frente de inovação disruptiva pode rapidamente se tornar uma unidade de negócios da organização, e aí novos buckets de inovação disruptiva podem surgir. A organização pode também influenciar e determinar o roadmap tecnológico de seu mercado, não só por antecipar-se à disrupção mas por liderá-la.

por Fábio Della - setembro 2021

okr :: metas e objetivos

Você conhece a metodologia OKR? Objectives and Key Results é um framework de definição de metas criado pela Intel e adotado por diversas empresas do Vale do Silício, como Google, Twitter, LinkedIn, Dropbox e GoPro

Quando falamos de metas não nos referimos apenas a metas quantitativas, mas sim as qualitativas também. Um exemplo seria estabelecer como meta para o departamento de RH que toda equipe de vendas alcance por exemplo nota 8 no e-learning de uma solução em específico.

Poderíamos também estabelecer como meta para um grupo de colaboradores em específico, não necessariamente de um mesmo departamento, a redução percentual no consumo de energia elétrica. Ao fazer o planejamento estratégico anual, é importante atrelar os resultados e objetivos aos responsáveis diretos e dividir trimestralmente, assim cria-se um ambiente de esforço coletivo por resultados, e nas mais diversas camadas da empresa.
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Estamos falando da implantação de regras atreladas a metas em em todos os departamentos e/ou grupos, incluindo a presidência, diretorias, conselhos, engenharia, RH, manutenção, segurança, etc… cada qual sendo medido e premiado, individualmente e em equipe.

Com os objetivos bem definidos e nomeados, observa-se um outro patamar de comprometimento, engajamento dos envolvidos, chegando por fim nos resultados esperados.

por Fábio Della Giustina | jul 2021

pesquisa com inteligência artificial

A solução de Pesquisa com Inteligência Artificial é um módulo que pesquisa informações de forma automática em toda rede de internet, inclusive redes sociais, bases não estruturadas ou bases estruturadas (bancos de dados).

Atuando em níveis do processo como coleta, tratamento, armazenamento, indexação, correlacionamento e contextualização a ferramenta proporciona informações claras para a tomada de decisão.

Mas o que é Inteligência Artificial e como ela funciona?

Uma solução de IA envolve um agrupamento de várias tecnologias, como redes neurais artificiais, algoritmos, sistemas de aprendizado, entre outros que conseguem simular capacidades humanas ligadas à inteligência. Por exemplo, o raciocínio, a percepção de ambiente e a habilidade de análise para a tomada de decisão. Veja alguns métodos aplicados:

  1. Machine Learning – O aprendizado de máquina envolve um método de avaliação de dados que automatiza o desenvolvimento de padrões analíticos. 
  2. Deep Learning –  ou aprendizagem profunda, é um tipo especial de aprendizado de máquina. Envolve redes neurais artificiais com várias camadas de abstração, sendo aplicado para reconhecimento de padrões e aplicativos de classificação amparados por conjuntos de dados.
  3. Processamento de Linguagem Natural (PLN) visa ao estudo e à tentativa de se reproduzir processos de desenvolvimento ligados ao funcionamento da linguagem humana. Para isso, emprega softwares, programação e outras soluções.

Quais os módulos da pesquisa IA?

Painel: O dashboard é um centro de controle que exibe informações relevantes em tempo real, com indicadores que podem ser configurados de acordo com o foco da operação.

Monitoramento da informação: Permite configurar alertas que sinalizam a entrada de uma nova informação sobre um tema de interesse.

Ontologia: Recurso que refina a análise de informações, para evitar resultados destoantes do domínio de conhecimento. Funciona a partir de uma caracterização, que enriquece o tema de busca com um conjunto de palavras para direcionar melhor os resultados. O objetivo é trazer somente as informações mais relevantes para a pesquisa.

Ferramenta de análise: O mesmo conteúdo pode ser exibido na forma de tabelas, gráficos, redes de relacionamento e mapas (como de calor, georreferenciado, melhor trajeto de um ponto ao outro, acompanhamento de percurso).

Ferramenta de edição de documentos: Elimina a necessidade de usar outros softwares fora da plataforma para editar informações, fornecendo apoio para a disseminação do conhecimento. Permite difusão controlada entre usuários do sistema, por meio de perfis de acesso.
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Com dados cada vez mais volumosos fica praticamente impossível entender o que de fato está acontecendo sem uma análise prévia automatizada, como suporte para a montagem dos dashboards necessários de acordo com cada setor da empresa é exatamente ai que a inteligência artificial entra para agilizar os processos repetitivos na busca pela informação.

por Fábio Della Giustina | jul 2021

tecnologia e inovação

Tecnologia vai muito além de noções baseadas apenas em ‘hardware’, ‘software’, ‘aparatos digitais’, ’máquinas’ ou ‘equipamentos’. Tecnologia é conhecimento (produtivo) para a produção de bens e serviços e implementação nos mais diversos tipos de atividades.

À medida que as pessoas demandam cada vez mais ADIÇÃO DE VALOR, é preciso criatividade e tecnologia nos produtos e serviços, para isso a gestão empresarial precisa estar fortemente orientada para a inovação tecnológica num ambiente de colaboração.
Tecnologia vai muito além de noções baseadas apenas em ‘hardware’, ‘software’, ‘aparatos digitais’, ’máquinas’ ou ‘equipamentos’. Tecnologia é conhecimento (produtivo) para a produção de bens e serviços e implementação nos mais diversos tipos de atividades.

À medida que as pessoas demandam cada vez mais ADIÇÃO DE VALOR, é preciso criatividade e tecnologia nos produtos e serviços, para isso a gestão empresarial precisa estar fortemente orientada para a inovação tecnológica num ambiente de colaboração.

Grande parte das empresas investem em tecnologia pensando em suporte e base ás suas atividades principais e não como um componente estratégico das suas capacidades dinâmicas.

O aumento do ritmo da inovação tecnológica é uma das principais vias para o Brasil acelerar seu desenvolvimento. O que se percebe é um aumento das startups tecnológicas, abrindo grandes possibilidades também para as grandes empresas, se seguirem o conceito da inovação aberta. Quando grandes empresas criam suas redes porosas, abrindo-se às redes de conexão tecnológicas com o viés de agregar valor aos seus produtos e serviços, o desenvolvimento é inevitável.

Já empresas menores tem grandes dificuldades de investimentos em P&D e encontra ai a sua principal desvantagem tecnológica. Essa desvantagem possui relação direta com as capacidades internas (inicialmente) limitadas para explorar recursos disponíveis a fim de implementar a inovação nos seus produtos e serviços.

Porém para criar diferenciais estratégicos, há de se criar metodologias específicas de incremento, com base no conhecimento acumulado e isso não está ligado apenas a questão de investimentos de desenvolvimento e sim mudança na cultura organizacional valorizando suas capacidades dinâmicas não importando o tamanho da empresa.
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Uma empresa com longo tempo no mercado, mesmo variando de setor pra setor, ao investir na gestão do conhecimento, na gestão da inovação e nas redes de conexão, estará estimulando o fluxo de criativo, encontrando novos caminhos para adição de valor, destacando-se no mercado.

por Fábio Della Giustina | jul 2021