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inovação verde

Projetos de pesquisas relacionados a sustentabilidade estão em ascensão em todo mundo. No Brasil inúmeros são os projetos, empresas, pesquisas, programas de incentivo, enfim, o mundo está exigindo que se busque soluções e ações imediatas para a redução do carbono, e as empresas não estão vendo mais o investimento em negócios sustentáveis apenas como um selo “amigos da natureza” e sim como uma necessidade de sobrevivência e ao mesmo tempo oportunidades.

Programas como o FINEP 2030 por exemplo :: http://finep.gov.br/chamadas-publicas/chamadapublica/660 :: selecionam propostas em nível nacional para o estímulo, orientação e promoção da criação de rede de ICTs, que possam atuar nos segmentos de segurança veicular, proteção ao meio ambiente, eficiência energética e qualidade de veículos automotores terrestres e autopeças.

Outra movimento é o Sistema B :: https://www.sistemabbrasil.org :: Uma organização parceira do B Lab desde 2012, responsável pelo engajamento, divulgação e promoção local de todo movimento B em todo país e na América Latina. As empresas B medem seus impactos sociais e ambientais e se comprometem de maneira pessoal, institucional e legal a tomarem decisões considerando as consequências de suas ações a longo prazo dentro das comunidades e no meio ambiente. As empresas certificadas assumem compromissos em diversas frentes, buscando a mudança do mundo utilizando a força do mercado como solução para problemas sociais e ambientais. Acesse o site e entenda como funciona a certificação B, o programa NETZERO (emissão zero de carbono), o sistema BIA ( B Impact Assessment), uma ferramenta que ajuda a medir e gerir o impacto das empresas em relação aos seus colaboradores, comunidade, consumidores e meio ambiente. No Brasil vemos a rede crescer com Natura, Danone, Magalu, Gerdau e muitas outras.

Uma excelente matéria publicada hoje no The Economist :: https://www.economist.com/business/billions-are-pouring-into-the-business-of-decarbonisation/21803649 ::, mostra o resultado das pesquisas da BloombergNEF, onde no ano passado os investidores injetaram mais de US $ 500 bilhões na “energy transition” (abreviação para descarbonizar tudo, desde energia e transporte até indústria e agricultura).

Segundo do Silicon Valley Bank quase 40% dos investimentos de “inovação verde” foram na área de transporte e logística, 27% em Tecnologia, 15% em alimentos e agricultura, pouco mais de 10% em energia, pouco mais de 5% em recursos de meio ambiente e algo em torno de 3% em materiais e produtos químicos.

A Elemental Excelerator, empresa filantrópica sediada no Havaí, fundada por Lorence Powell Jobs, viúva do cofundador da Apple Steve Jobs, pretende financiar projetos em “energy transition”. Investimentos inicias na ordem de 43 milhões de dólares estimularam outros 3,8 bilhões com a abertura de capital de 20 das suas 117 empresas do portifólio.

A Microsoft, gigante do software fundada por Gates, que no ano passado prometeu remover todos os gases do efeito estufa que já emitiu até 2050, criou um fundo de tecnologia climática de US $ 1 bilhão. Seu colega titã da tecnologia de Seattle, Amazon, lançou um no valor de US $ 2 bilhões, financiado inteiramente com o balanço patrimonial da empresa.

ESG, do Inglês “Environmental, Social and Governance” (Ambiental, Social e Governança), tem pautado muitas ações estratégicas das empresas conscientes. Trata-se de um conjunto de práticas tomadas pelas empresas que reconhecem a importância de manter esses três fatores em equilíbrio, preocupando-se com a sustentabilidade e não apenas com o lucro. Por essa perspectiva, busca-se formas de minimizar os impactos ao meio ambiente, ajudar a construir um mundo mais justo e responsável e manter os melhores processos administrativos. Grandes exemplos de práticas como essa está a AMBEV, que possui implementado 13 dos 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimentos Sustentáveis) da ONU :: https://odsbrasil.gov.br ::

01 – Erradicação da pobreza
02 – Fome Zero e agricultura sustentável
03 – Saúde e bem-estar
04 – Educação de qualidade
05 – Igualdade de gênero
06 – Água potável e saneamento
07 – Energia limpa e acessível
08 – Trabalho decente e crescimento econômico
09 – Indústria, inovação e infraestrutura
10 – Redução das desigualdades
11 – Cidades e comunidades sustentáveis
12 – Consumo e produção responsáveis
13 – Ação contra mudança global do clima
14 – Vida na água
15 – Paz, justiça e instituições eficazes
17 – Parcerias e meios de implementação

Grandes, pequenas e médias empresas sabem que o crescimento positivo de seus negócios dependem da sobrevivência do planeta e de seus habitantes, que estão ameaçados pela crise climática.

Este é o espírito do novo empreendedor e das empresas, que já não pensam no meio ambiente como investimento para o futuro e sim como presente e urgente. Quem não entrar nesse jogo, cedo ou tarde verá as peças do seu banco imobiliário voltarem para a caixa.


por Fábio Della Giustina :: 17 agosto 2021

pesquisa aplicada

Durante as últimas décadas, vários países desenvolvidos têm valorizado as políticas de inovação orientadas para a demanda em conexão com as de oferta, conforme já citado pelos professores Paulo N. Figueiredo e Carlos Ivan Simonsen Leal, no recente artigo “Inovação Tecnológica no Brasil: desafios e insumos para políticas públicas” publicado na RAP (Revista de Administração Pública), desenvolvido pela FGV/EBAPE@2021.

No Brasil muitas ações estão acontecendo, como alguns projetos setoriais para estimulo o desenvolvimento de inovação aplicado setor privado em parceria com o público, como a recente ação do SESI/SENAI para Indústria, esse é o caminho para o desenvolvimento.
O sul, em consonância com várias outras regiões do país, vive um momento de inúmeras parcerias de grandes empresas com startups, aceleradoras , incubadoras, universidades e órgãos de pesquisa, fruto de um investimento comum em várias camadas de governança, com políticas de estado, como o LinkLab, as verticais da ACATE , SAPIENS PARQUE e inúmeros outros em Florianópolis/SC.
Seguindo esses exemplos, as oportunidades de inovação surgem, sendo mais que urgente o investimento na gestão da inovação para uma mudança cultural dentro das empresas, para criar uma metodologia de acumulação das capacidades tecnológicas intrínsecas, para uma boa gestão da pesquisa aplicada.

“No Brasil é preciso priorizar, em primeiro lugar, o aumento da eficácia dos dispêndios existentes em pesquisa básica, transformando em pesquisa aplicada, gerando resultados concretos.”

(E.Balbachewvzky@2010)

Os frutos estão vindo!